• 06 fev 2012
  • Postado por geninho

Blog Palestrante Geninho Goes

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz?

Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como? Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Não sorriu hoje? Medicamento.

Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal.

Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão.

Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa.

Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down…”

Lembra da música?

Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal.

Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara.

Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música.

Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato.

Os esforços não são para compreendê-la,  e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais.

Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for.

Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar.

Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Autor(a): Martha Medeiros

  • 19 nov 2009
  • Postado por geninho

SORRIA…

YouTube Preview Image

  • 21 set 2009
  • Postado por geninho

YouTube Preview Image

O riso é universal na espécie humana e uma das coisas mais comuns que fazemos. Nós rimos muitas vezes por dia e em situações extraordinariamente diversas, mas não percebemos isso, porque raramente controlamos conscientemente o nosso riso. O homem ri por que suas emoções são mais resistentes às transformações que sua inteligência.

O primeiro passo do fenômeno do riso é registrado quando o intelecto de um indivíduo adverte que uma idéia está fora do contexto que lhe corresponde. Entre a percepção intelectual desse fenômeno e sua capacitação emotiva transcorre um espaço de tempo. Isso ocorre pelo fato de a inteligência, localizada na camada superior do cérebro, atuar com maior rapidez que as emoções, alojadas no sistema nervoso simpático, que funciona em todo o organismo.

O descobrimento emotivo do que já havia captado a inteligência desemboca em uma situação de acumulação de tensões que faz disparar o riso.

O riso está associado não somente com o alívio de tensão induzido pelo perigo e sinalização não agressiva, mas também com a expressão de emoções positivas. Isto poderia ser a base para a expressão bem conhecida mundialmente de que “o riso é um bom remédio”.

Agradecimentos Dirceu Aurelio’s Weblog
  • 17 ago 2009
  • Postado por geninho

sorriso1

A capacidade de sorrir pode ser treinada e quem consegue manter a expressão de sorriso no rosto por mais tempo, consegue viver melhor. Experiências comprovam que doentes que são levados a sorrir, poderão ter recuperação mais rápida que outros nas mesmas condições. Para sorrir, basta uma leve contração dos músculos faciais e mostrar-se alegre. Para rir, é preciso contrair mais ainda estes músculos. É preciso de um esforço maior.

Ria de uma piada, ria de um acontecimento engraçado, ria de si mesmo e se dê o direito de estar de bem com a vida.

O sorriso, por mais simples que pareça, permite uma informação que ativa a secreção de endorfinas no cérebro.

Agradecimentos ao Portal Saber Viver