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O CORPO FALA…

É dia de entrevista - e você sabe, na ponta da língua, tudo o que precisa fazer para agarrar aquela vaga. Preparou um currículo exemplar, caprichou no visual e ensaiou, diante do espelho, cada resposta que irá dar. Mas, na hora agá, o corpo se recusa a colaborar. Os dedos tamborilam, as pernas não sossegam, o olhar fica inquieto…
Acredite: esses gestos, em questão de segundos, vão denunciar que você não está confortável naquela situação. E, em alguns casos, podem passar uma imagem de insegurança, fraqueza e despreparo. O entrevistador, treinado para ler a linguagem do corpo, não fará vista grossa. E você, ao tentar se acalmar, pode ficar ainda mais nervoso. Resultado: sua performance vai pelo ralo e, com ela, suas chances de passar na seleção.
A culpa de tudo isso, acredite, é da ansiedade. “Muitos candidatos não controlam o nervosismo e assim ele transparece durante as entrevistas”, diz Marilda Lopes, psicóloga de São Paulo. Por isso, a especialista recomenda muita calma nesses momentos - e atenção aos olhos, mãos, pernas e braços. É preciso aprender a regê-los, como se fossem uma pequena orquestra, para comunicar exatamente o que você precisa.
Os olhos
Sim, eles são o espelho da alma. E, para um observador atento, vão revelar quase tudo sobre você. Um olhar inquieto, que raramente encontra os olhos do interlocutor, pode passar uma imagem de insegurança e de falta de confiança. “Já um olhar firme e que se detém nos olhos do entrevistador, demonstra segurança e passa firmeza em suas colocações”, explica Marilda.
O aperto de mão
Deve ser firme, com rápidos movimentos para cima e para baixo, enquanto os olhos encaram o entrevistador. Um estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, publicado no Journal of Applied Psychology, revelou que o aperto de mão certo causa uma ótima impressão nas seleções de emprego. Os pesquisadores analisaram 98 pessoas e descobriram que aquelas que adotavam o gesto exatamente como foi descrito acima receberam as melhores avaliações nas entrevistas.
As pernas
Firmes e bem equilibradas no chão, elas vão comunicar exatamente o que você precisa. Por outro lado, cruzar e descruzar as pernas o tempo inteiro, no mínimo, irá desviar a atenção de quem está conduzindo a entrevista. “Para as mulheres, algumas vezes, esse movimento pode ser tão mal interpretado quanto os decotes exagerados ou as roupas justas”, alerta Marilda.
Os braços
Cruzados sobre o peito, eles vão informar que você está na defensiva. Portanto, relaxe e encontre um lugar mais confortável para eles. Se, ainda assim, você não se sentir à vontade, experimente segurar algo - uma caneta ou o seu currículo, por exemplo.
As mãos
Acima de tudo, evite usá-las para explorar o ambiente ao seu redor. “Se houver algum objeto em cima da mesa, é melhor não tocá-lo. E procure não tamborilar os dedos”, recomenda Marilda. Segundo a psicóloga, esses gestos - e também roer unhas e estalar os dedos - são indicativos de ansiedade.
Por Michelle Veronese | Agradecimentos ao site Administradores
Saiu no jornal O ESTADO de São Paulo
![[EMPREGOS - 2] EST_SUPL2/EMPREGOS/PÁGINAS<CE02> ... 29/03/09 [EMPREGOS - 2] EST_SUPL2/EMPREGOS/PÁGINAS<CE02> ... 29/03/09](http://www.blog.geninhogoes.com.br/wp-content/uploads/2009/04/emp2903b2.jpg)
A VANTAGEM DE SER FELIZ NO TRABALHO
Especialistas e profissionais dão dicas para tornar a carreira uma atividade de prazer e consequente sucesso.
“De acordo com o parapsicólogo Geninho Goes, essa missão envolve também uma mudança de paradigmas. “Esqueça a ideia de ‘ter que trabalhar’. Que tal substituir pela frase ‘eu quero trabalhar’? Muita gente vê o trabalho como uma prisão, algo negativo. Prova disso é a comemoração quando chega a sexta-feira”, argumenta.
Ele ressalta que a (in)felicidade é uma consequência pessoal plantada no momento da escolha da profissão. “Quais são as coisas boas que o trabalho traz para você? Pense bem nisso e nas diversas opções da carreira que o mercado oferece. Algo vai se ajustar ao seu perfil.”
O segredo da felicidade, segundo Geninho Goes, está no equilíbrio das oito saúdes: profissional, física, espiritual, social, emocional, intelectual, financeira e familiar.
“Jamais estaremos 100% completos, mas podemos desenvolver fortes pilares para segurar a nossa estrutura do ser feliz. A vida se torna melhor quando paramos, avaliamos o que de fato é importante e agimos para alcançar os objetivos”, opina.
Mais complicado do que desenvolver a motivação para ser feliz é alimentar a chama da felicidade. Mas, assim como o primeiro passo, não se trata de algo impossível. “Vibre com cada conquista alcançada, administre seus problemas e tente resolvê-los com tranquilidade. E o mais importante: deixe de fazer as tarefas somente por dinheiro. O Segredo do sucesso está em fazer aquilo que gostamos mesmo se fosse de graça, mas sabendo que no fim do mês você receberá por isso”, afirma Goes.
“Uma recente pesquisa da Universidade Metropolitana de Tóquio apontou que 80% dos executivos do Japão são insatisfeitos na vida profissional. Uma amostra de que o fator financeiro não é sinônimo de pessoas felizes”, acrescenta o parapsicólogo.”
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