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“É cada vez mais comum a necessidade de realizar trabalhos sob pressão. As exigências são de que tomemos atitudes com rapidez, em meio à confusão do dia a dia, falta de tempo e, muitas vezes, com diversos problemas, como mal-entendidos e problemas de comunicação na empresa. Tentar manter a calma para as tomadas de decisão é o primeiro passo a dar.
Todos já passamos por alguma situação em que fosse preciso pensar e agir rápido, e é imprescindível ter o máximo de cuidado possível para não acabar atropelando as etapas e acabar fazendo o que poderia ser a solução se tornar um problema maior ainda.
De acordo com o coach Paulo Roberto de Souza, quanto maior a pressão, maior é a possibilidade de tomar a decisão errada: “a pergunta correta deveria ser ‘o que está acontecendo? ‘ e não ‘o que eu devo fazer?”
Analisar a raiz do problema é o primeiro passo para encontrar soluções e resolver adversidades. “Por isso, reuniões periódicas são importantíssimas dentro de uma empresa. Não adianta esperar o fogo começar para depois apagá-lo. É preciso evitar que o incêndio comece”, analisa Paulo Roberto.
Uma vez que o problema é reconhecido, chega a hora de pensar na melhor atitude a adotar. Outra dica importante é priorizar o que deve ser feito. Anote em um papel tudo aquilo que deve ser resolvido e enumere as mais importantes, as mais urgentes. Lembre-se sempre de uma dica essencial: tente resolver apenas o que é controlável. Nada de achar que pode ajudar todos os setores, que é capaz de resolver.Nessas horas, vale consultar algum expert no assunto, uma pessoa que saiba lidar com essas situações e tenha vivência na tomada de decisões sob pressão. Muitas vezes um jovem age por impulso e acaba tentando resolver os problemas de forma mais rápida. E nunca devemos nos esquecer que, no mundo em que vivemos hoje, saber trabalhar sob pressão é quase um quesito obrigatório numa entrevista de emprego!”
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O CORPO FALA…

É dia de entrevista - e você sabe, na ponta da língua, tudo o que precisa fazer para agarrar aquela vaga. Preparou um currículo exemplar, caprichou no visual e ensaiou, diante do espelho, cada resposta que irá dar. Mas, na hora agá, o corpo se recusa a colaborar. Os dedos tamborilam, as pernas não sossegam, o olhar fica inquieto…
Acredite: esses gestos, em questão de segundos, vão denunciar que você não está confortável naquela situação. E, em alguns casos, podem passar uma imagem de insegurança, fraqueza e despreparo. O entrevistador, treinado para ler a linguagem do corpo, não fará vista grossa. E você, ao tentar se acalmar, pode ficar ainda mais nervoso. Resultado: sua performance vai pelo ralo e, com ela, suas chances de passar na seleção.
A culpa de tudo isso, acredite, é da ansiedade. “Muitos candidatos não controlam o nervosismo e assim ele transparece durante as entrevistas”, diz Marilda Lopes, psicóloga de São Paulo. Por isso, a especialista recomenda muita calma nesses momentos - e atenção aos olhos, mãos, pernas e braços. É preciso aprender a regê-los, como se fossem uma pequena orquestra, para comunicar exatamente o que você precisa.
Os olhos
Sim, eles são o espelho da alma. E, para um observador atento, vão revelar quase tudo sobre você. Um olhar inquieto, que raramente encontra os olhos do interlocutor, pode passar uma imagem de insegurança e de falta de confiança. “Já um olhar firme e que se detém nos olhos do entrevistador, demonstra segurança e passa firmeza em suas colocações”, explica Marilda.
O aperto de mão
Deve ser firme, com rápidos movimentos para cima e para baixo, enquanto os olhos encaram o entrevistador. Um estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, publicado no Journal of Applied Psychology, revelou que o aperto de mão certo causa uma ótima impressão nas seleções de emprego. Os pesquisadores analisaram 98 pessoas e descobriram que aquelas que adotavam o gesto exatamente como foi descrito acima receberam as melhores avaliações nas entrevistas.
As pernas
Firmes e bem equilibradas no chão, elas vão comunicar exatamente o que você precisa. Por outro lado, cruzar e descruzar as pernas o tempo inteiro, no mínimo, irá desviar a atenção de quem está conduzindo a entrevista. “Para as mulheres, algumas vezes, esse movimento pode ser tão mal interpretado quanto os decotes exagerados ou as roupas justas”, alerta Marilda.
Os braços
Cruzados sobre o peito, eles vão informar que você está na defensiva. Portanto, relaxe e encontre um lugar mais confortável para eles. Se, ainda assim, você não se sentir à vontade, experimente segurar algo - uma caneta ou o seu currículo, por exemplo.
As mãos
Acima de tudo, evite usá-las para explorar o ambiente ao seu redor. “Se houver algum objeto em cima da mesa, é melhor não tocá-lo. E procure não tamborilar os dedos”, recomenda Marilda. Segundo a psicóloga, esses gestos - e também roer unhas e estalar os dedos - são indicativos de ansiedade.
Por Michelle Veronese | Agradecimentos ao site Administradores
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