• Postado por geninho

blog_a_paz_nossa_de_cada_dia2A paz que vive em cada um de nós.

Sei que não sou a melhor pessoa para falar em paz. Porque as vezes eu peço: “Meu Deus me dá paz, porque se me der força eu quebro tudo”. E geralmente Ele tem me dado paz, não me lembro de ter literalmente quebrado tudo. Sobraram algumas coisas.

Existem monges, lideres espirituais, pessoas que vivem de maneira “zen” e que podem falar sobre o assunto com muito mais propriedade.

Sou uma pessoa normal assim como a maioria das que vivem neste planeta e que anseiam pela paz a cada dia.

A paz que existe em cada um de nós e é ofuscada pelos acontecimentos e fatos que nos rodeiam.

Como viver em paz sem ser um monge ou coisa parecida?

Queremos paz, precisamos viver em paz.

E para isto é preciso fazer escolhas coerentes com o que desejamos. Significa não vender a paz em troca de nada.

Sentimentos negativos, raiva, pessimismo, inimizades, inveja, brigas,  não combinam com a paz.

É preciso escolher o que se quer de verdade. Se você quer paz, precisa conviver de maneira que se tenha paz. Como você está vivendo? Quais são suas atitudes? Como fala com as pessoas que ama? Como se trata? O trabalho que você escolheu traz satisfação? Você usa seus talentos? Você faz as coisas acontecerem ou lamenta o tempo todo?  Tem amigos?

É natural ter inimigos na vida, somos humanos.

Nesta semana ouvi uma entrevista com Divaldo Franco, um lider espiritual que dizia que  quando alguém sente raiva de você o problema não é seu e sim do outro, quando alguem sente inveja de você, o problema não é seu, e sim do outro. Agora, se você tem raiva ou inveja de alguém, o problema passa ser seu.

Quem fica na briga, acaba se machucando mais.  Na maioria das vezes somos criados para enfrentar, para lutar até morrer, para não deixar o orgulho de lado, não dar o braço à torcer e acabamos nos machucando.

A sua paz pode ser roubada se você permitir e existem várias maneiras disso acontecer.

Nas relações sem harmonia, na convivência com pessoas que não o respeitam, na aceitação de viver situações que não fazem bem para sua alma, enfim, pode-se vender a paz trabalhando naquilo que não se gosta, oferecendo seu tempo em troca de dinheiro.

A paz que vive em cada um de nós, é constatemente testada pelo orgulho, dinheiro, inveja, desejo de controlar o mundo e pessoas  e pela raiva. O nosso maior desafio é fazer  com que a paz prevaleça à todos estes sentimentos e emoções.

Se um local não lhe oferece a paz ou se pessoas não lhe fazem bem, é simples, afaste-se. A dificuldade para que isto aconteça é que encontrarmos as desculpas, porque desta forma, ficamos próximos do que nos tira a paz, porque não fomos criados para a paz. Nos acostumamos com a tragédia de cada dia, com a raiva, com o caos.

A paz é preciso ser desejada e buscada em cada atitude. É uma questão de escolha, mesmo que para isto seja preciso abrir mão de coisas que até então julgamos ser muito importantes para nossa vida.

Enquanto escrevia este texto, fui interrompido cinco vezes,  fiquei com raiva e percebi que a  paz pode ser roubada até pelas pequenas coisas. Aprendi que preciso estar atento, preciso treinar para que a minha paz seja forte  e só conseguirei isso com atenção e treinamento.

Construa sua paz de cada dia, em cada atitude e torne a vida mais simples e gostosa.

Eu continuo tentando.

Fique em paz!

Autor Geninho Goes


  • Postado por geninho

amigo

Hoje um amigo me perguntou porque ele insiste em comenter os mesmos erros.

Respondi que erramos para aprender. Como uma lição, enquanto não aprendemos, precisamos repetir, até aprender.

Aprendemos pela repetição. Alguns insistem em repetir o erro que gera sofrimento. Algum motivo deve existir.

A maneira de aprender é ver o que o hábito quer lhe dizer. Sempre existe algo para ser entendido, aprendido. Pergunte à sua alma, pergunte à você.

Compartilhei com ele um poema que conheci já faz algum tempo e fala sobre nossos erros.

AUTOBIOGRAFIA EM CINCO CAPÍTULOS

NYOSHUL KHENPO

1) Ando pela rua

Há um buraco fundo na calçada

Eu caio

Estou perdido…sem esperança. Não é culpa minha.

Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2) Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Mas finjo não vê-lo.

Caio nele de novo.

Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.

Mas não é culpa minha.

Ainda assim leva um tempão para sair.

3) Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Vejo que ele ali está

Ainda assim caio…é um hábito.

Meus olhos se abrem

Sei onde estou

É minha culpa.

Saio imediatamente.

4) Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Dou a volta.

5) Ando por outra rua