- 30 mar 2009
Quando eu era criança ouvi dizer que alguém tinha vendido a própria alma e que em troca recebeu dinheiro.
Eu não conhecia bem esta pessoa e somente depois de adulto entendi e conheci outras pessoas que tinham cometido o mesmo erro.
Uma delas era uma influente pessoa da sociedade. Chegava em casa tarde e estressada, nunca tinha tempo para ela mesma, as pessoas entravam em contato pelo interesse comercial, ela não conseguia ter amigos de verdade, não era sincera com ela mesma e não podia mostrar quem era aos outros porque seu trabalho não permitia. Ela não chorava porque precisava ser forte, recebia desaforos no trabalho, engolia muitos sapos, tinha agenda lotada, frequentava ambientes que não desejava e precisava participar de assuntos desisteressantes com pessoas que só pensavam em poder e dinheiro.
Ela não tinha tempo livre e quando tinha ocupava com compromissos, sentia-se cansada, alimentava-se mal e aos finais de semana quando começava relaxar chegava hora de trabalhar de novo.
Perguntei o que valia a pena nesta atividade tão estressante e ela me respondeu que era o dinheiro que ganhava.
Esta pessoa vendeu sua alma ao escolher um trabalho onde não conseguia ser feliz. Tornou-se escrava da sua própria escolha.
Pense bem o quanto pode lhe custar um trabalho escolhido apenas em nome do dinheiro que se ganha.
Não é apenas a sua alma que está em jogo, é a sua vida.
Pense, mude quantas vezes forem necessárias.
É possível ser feliz no trabalho.
Sempre depende da sua coragem e das prioridades que estabelece.
Sempre é tempo de realizar novas escolhas.
Faça as suas.
Geninho Goes